segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O que é Deus?

Quando eu era criança eu achava que Deus era aquela luz que transpassava às nuvens. Eu ficava na janela conversando com aquela luz, horas e horas. Teve vezes que eu pensei que Deus era um arco-íris ou um pôr-do-sol bonito. Fui pra catequese e óbvio, Deus não era nada daquilo. Mas ainda era Deus do meu jeito, um amigo que eu conversava mesmo que não mais olhando pela janela ou admirando uma paisagem.
 
Claro que existem diversas teorias, ensinamentos e religiões no mundo. Sim, cada uma descreve Deus de um jeito. E há também aqueles que dizem que Deus nem existe. Não faz mal. Cada um sabe o que vai no seu próprio coração. Mas pra mim, mesmo agora sabendo as teorias, Deus é a pura bondade.
 
Às vezes ele aparece no olhar e no sorriso de uma criança, num abraço nos avós e até num puxão de orelha da mãe. Numa música, num carinho, numa atitude e até na atenção que você dá a algum desconhecido. Não sei dizer, às vezes eu ainda olho pela janela para aquela luz, mas agora eu também olho para o chão, Deus está até nos menores seres. Não tem explicação. Ele é o que você sente, é um amor compartilhado, um sorriso, uma lágrima, uma cor diferente, é infinito, é o silêncio, é tudo.
 
Não sei qual era minha intenção com essa postagem, mas eu me lembrei esses dias da cena da janela, eu lembro o que eu pedi, assim como lembro o que eu senti em tantas outras experiências que vivi e que me deixaram algum tipo de marca. Acho que eu queria agradecer.
 
Obrigado Deus, por tudo!
 
 
 

Em casa

Faz pouco mais de um ano desde que saí de casa. Não por nada, eu tinha tudo lá. Amo minha família, adoro minha cidade, amo a minha casa, a minha rua, o meu lugar. Mas fui embora, morar em outra cidade, com outras pessoas afinal era preciso. No começo foi difícil se acostumar, na verdade, às vezes eu acho que ainda não me acostumei. É uma mistura de sentimentos: um certo orgulho de ser independente, morar sozinha e me virar e, ao mesmo tempo, uma saudade infinita.

Mas ontem, ontem eu fui pra casa...
E lá é silencioso quando "tá" de noite
Lá em casa o quintal guarda um retrato do céu, uma brisa suave
Lá de casa dá pra ver as estrelas e a lua sorrindo
Lá dá pra colocar as ideias no lugar, dá pra imaginar tanta coisa
Até as preocupações são diferentes
Lá você pode ficar horas sentada na calçada, só olhando pra cima, admirada
Dá pra fazer uma prece, agradecer
Dá pra girar sem parar e no fim encontrar seu mundo num olhar
Num abraço e no sorriso dela
Aí ela abre a porta, te olha e diz:
"- É bom nosso barraco, né?! Aqui ninguém manda em nós...
'Vamo durmi fia'!"

Lá em casa é assim, todo dia!

" - 'Bença' mãe, te amo!"