sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Lugar comum

Em todas as cenas desenhadas pela minha mente, me escondo sempre nesses lugares comuns favoritos:

Fim de tarde de verão
Depois da chuva torrencial
Um céu azul escuro com tons alaranjados
De um lado a lua cheia, surgindo atrás das nuvens
Do outro, o sol indo embora
As cores misturadas fazem o cair da noite quase rosa...

O asfalto molhado
Um silêncio nostálgico
Parece que vivemos com saudade
O relógio na torre da igreja de tijolos cor de telha
O sapato estilo holândes na frente do hotel
As árvores e flores amarelas que enfeitam o caminho
A escola de inglês, agora tão moderna
O cemitério bonito na esquina
Os moinhos de vento na chegada
A imensidão de um espaço limpo
Sem as grandes construções ou os prédios das cidades maiores

A menina com seus fones de ouvido
Segue numa melodia doce, quase saltitante
O guarda-chuva verde nas mãos
Um sorriso luminoso, o olhar saudoso e agredecido
Como se pudesse abraçar a vida
Ela pula nas poças d'água e diz baixinho:

"Põe um pouco de romance na vida...
Se quiser, empresto meus olhos pra você ver!"



As cenas descritas fazem parte de uma simples volta pra casa, em Carambeí - PR

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Chuva de verão



Dias nublados carregam uma beleza incompreensível aos olhos cotidianos
Vêm sempre acompanhados de uma melodia característica,
Uma música que os completa
Saí dos fones de ouvido, das caixinhas de som no computador ou das ondas do rádio...
Fazem as tardes ficarem melancolicas, mas estranhamente bonitas.
As janelas brilham
O cheiro de terra molhada enche o ar
A fumaça sobe do asfalto
O calor se dissolve
As ruas se esvaziam
Como um instante de paz em meio ao caos
As gostas caem densamente
Ela vem pra lavar o dia,
A água que bate no rosto não é fria, torna-se divertida
Cai maravilhosa e rapidamente se vai
Tudo volta ao normal...